quinta-feira, 30 de julho de 2026

# Otimização do Procedimento de TAVR: o Framework TAVR CODE

 



# Otimização do Procedimento de TAVR: o Framework TAVR CODE

### *State-of-the-Art Review / Revisão de Estado da Arte* — JACC: Cardiovascular Interventions, 2026


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**Título original:** *Procedural Strategies for Optimal Transcatheter Aortic Valve Replacement — An International Position Statement*

**Autores:** Maznyczka et al.

**Publicação:** JACC Cardiovasc Interv. 2026;19(13):1713–1734


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## Por que este artigo importa


Com a expansão do TAVR para pacientes mais jovens e com maior expectativa de vida, o foco deixou de ser apenas "implantar a válvula com segurança" e passou a ser **otimizar o resultado do procedimento índice**: melhor desempenho hemodinâmico, maior durabilidade da prótese, preservação do acesso coronário e menor taxa de marca-passo definitivo — tudo pensando no manejo ao longo da vida do paciente (incluindo um eventual TAVR-in-TAVR no futuro).


Para padronizar essa avaliação, os autores propõem o framework **TAVR CODE**, um acrônimo para os 4 parâmetros fluoroscópicos-chave que devem ser avaliados durante o implante:


- **C**oaxialidade (Coaxiality)

- **O**rientação / alinhamento comissural (Orientation)

- **D**epth — profundidade de implante

- **E**xpansão (Expansion)


O documento é resultado de um método Delphi modificado, com 27 especialistas de 27 centros em 13 países, reunidos em fevereiro de 2026.


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## Figura central do artigo


![Central Illustration - TAVR CODE Framework](./central-illustration-tavr-code.png)


*Ilustração central: o framework TAVR CODE (Coaxialidade, Orientação, Profundidade e Expansão) e as estratégias práticas de otimização do procedimento — preparo da lesão, posicionamento preciso, imagem para avaliar expansão e pós-dilatação quando necessária.*


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## Os 4 pilares do TAVR CODE


### 1. Coaxialidade

Implante não coaxial associa-se a mais marca-passo, regurgitação paravalvar ≥moderada e maior falência estrutural da prótese a 1 ano. A coaxialidade pode ser otimizada por manipulação do fio-guia rígido no ventrículo esquerdo e, no caso das válvulas balão-expansíveis, pela flexão ativa do sistema de liberação antes do implante.


### 2. Orientação (alinhamento comissural)

O alinhamento das comissuras da prótese com as comissuras nativas preserva o acesso coronário futuro e viabiliza técnicas de modificação de folheto em um eventual redo-TAVR. É especialmente recomendado em pacientes jovens e com doença arterial coronariana conhecida. A confiabilidade da técnica varia conforme a plataforma valvar.


### 3. Profundidade de implante (Depth)

A técnica de "cusp-isolation" (isolamento de cúspide) permite avaliar a profundidade em relação à cúspide não coronariana e à cúspide coronariana esquerda separadamente, reduzindo a necessidade de reposicionamento e as taxas de marca-passo em válvulas autoexpansíveis.


### 4. Expansão

Sub-expansão da prótese está ligada a regurgitação paravalvar, mismatch prótese-paciente, "pinwheeling" de folhetos e espessamento subclínico de folhetos (HALT) — mecanismos que podem comprometer a durabilidade valvar a longo prazo. A avaliação fluoroscópica em duas projeções ortogonais (RAO e LAO) é recomendada rotineiramente ao final do procedimento.


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## Pré e pós-dilatação: quando considerar


- **Predilatação** é altamente recomendada em válvulas autoexpansíveis e em todos os casos de anatomia bicúspide; é opcional nas balão-expansíveis, exceto na presença de calcificação importante, gradiente muito elevado, anatomia bicúspide ou aorta tortuosa/horizontal.

- **Pós-dilatação** deve ser considerada diante de sub-expansão evidente (mesmo com hemodinâmica satisfatória), regurgitação paravalvar significativa ou gradiente residual — e é recomendada por rotina no valve-in-valve, desde que o risco de obstrução coronária ou embolização seja baixo.


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## O que vem por aí


O artigo destaca ensaios randomizados em andamento que vão testar prospectivamente esses conceitos, incluindo:

- **OptEx-TAVI** — pré e pós-dilatação sistemáticas vs. estratégia padrão

- **ACE DOUBLE** — técnica de "double-tap" com mesmo volume em válvulas balão-expansíveis

- **ALIGN-EFX** — otimização do alinhamento comissural com Evolut FX+


Os autores também apontam o papel crescente do IVUS intraprocedural, de novos desenhos de prótese que favorecem expansão simétrica, e de sistemas robóticos com inteligência artificial para melhorar a consistência técnica do implante.


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## Mensagem para a prática clínica


A evidência que sustenta essas estratégias ainda é predominantemente mecanística e retrospectiva — este é um documento de opinião de especialistas, não uma diretriz baseada em ensaios clínicos definitivos. Ainda assim, o framework TAVR CODE oferece uma linguagem comum e prática para avaliar a qualidade do implante em tempo real na sala de hemodinâmica, à espera de confirmação pelos estudos randomizados em curso.


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*Resumo elaborado para fins educacionais a partir do artigo original. Consulte a publicação completa em JACC Cardiovasc Interv. 2026;19(13):1713–1734 para detalhes metodológicos, tabelas de evidência e declarações de conflito de interesse dos autores.*


segunda-feira, 8 de setembro de 2025


Coronárias esquerdas com origens anômalas: Trajeto septal e retroaórtica
 





 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Current guidance for closure of PFO



Current guidance for closure of patent foramen ovale (PFO) in patients with PFO and cryptogenic stroke:





American Academy of Neurology 2017
• PFO v medical therapy alone—Clinicians must counsel patients considering percutaneous PFO closure that having a PFO is common in the general population; it is impossible to determine with certainty whether their PFO caused their stroke or transient ischaemic attack; the effectiveness of the procedure for reducing stroke risk remains uncertain; and the procedure is associated with relatively uncommon, yet potentially serious, complications
• Anticoagulation v antiplatelet—In the absence of another indication for anticoagulation, clinicians may routinely offer antiplatelet drugs instead of anticoagulation to patients with cryptogenic stroke and PFO
American Heart Association/American Stroke Association
  • For patients with an ischaemic stroke or transient ischaemic attack and a PFO who are not undergoing anticoagulation therapy, antiplatelet therapy is recommended

  • For patients with an ischaemic stroke or transient ischaemic attack and both a PFO and a venous source
    of embolism, anticoagulation is indicated depending
    on stroke characteristics. When anticoagulation is contraindicated, an inferior vena cava filter is reasonable
  • For patients with a cryptogenic ischaemic stroke or transient ischaemic attack and a PFO without evidence for deep vein thrombosis, available data do not support a benefit for PFO closure
  • In the setting of PFO and deep vein thrombosis, PFO closure by a transcatheter device might be considered depending on the risk of recurrent deep vein thrombosis
    NICE 2013
• Evidence on the safety of percutaneous closure of PFO to prevent recurrent cerebral embolic events shows serious but infrequent complications. Evidence on its efficacy is adequate. Therefore, this procedure may be used with normal arrangements for clinical governance, consent, and audit
Netherlands Society of Cardiology 2016
  • Closure of a PFO is not beneficial in unselected patients with transient ischaemic attack or cryptogenic stroke
  • Closure of a PFO should be considered in patients with
    transient ischaemic attack or cryptogenic stroke and a Risk of Paradoxical Embolism (RoPE) score >8 and at least one clinical risk factor

PCI in the tortuous lesion

In general, high procedural success (85%) and low complication rates.<3 and="" angulation="" are="" assessments="" been="" by="" definitions="" have="" however="" limited="" nbsp="" of="" outcomes="" reported.="" span="" these="" variable=""> 

<3 and="" angulation="" are="" assessments="" been="" by="" definitions="" have="" however="" limited="" nbsp="" of="" outcomes="" reported.="" span="" these="" variable=""> This PCI was successfully performed in public health service in Brazil.




quinta-feira, 14 de junho de 2018

Percutaneous coronary intervention in large vessels

doi: 10.31160/JOTCI2017;25(1-4)A0007

Original Article - Percutaneous coronary intervention in large vessels



sexta-feira, 12 de maio de 2017